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Alguns posts desse Blog podem ser recomendado para maiores de 18 anos devido ao conteúdo explicito;

6 de ago de 2014

IT A Coisa (Um artigo com mais de 5443 palavras)

A Coisa Stephen King



Relembrando artes do passado episódio 101.
Exato, uma postagem enorme para um livro enorme! Será que alguém vai ler esse caralho? Será que não acham que eu estou louco? Quem não gostar de saber spoilers não leiam, apesar de eu não revelar os mais importantes. Caso queiram se submeter ao castigo de ler um artigo de mais de dez páginas com 5443 palavras. Vamos nessa.

Como já falei do filme IT uma obraprima do medo, agora finalmente vamos falar do livro que o inspirou. IT (Que no Brasil é traduzido como A Coisa) é uma das obras mais elogiadas do mestre, tanto que você o verá em primeiro lugar em diversos tópicos de pesquisa, da internet em temas tipo: Qual o melhor livro de Stephen King. É um dos livros mais longos do autor também, inicialmente ele tinha sido lançado dois volumes com 740 páginas cada um como visto na foto abaixo. 

A versão que eu tenho é a edição livrão da Obejtiva com 750 páginas com letras miúdas, o que fez render mais e o livro não ter bem mais que isso. Durante muito tempo A Coisa estava entre as listas de livros raros do autor, mas isso provavelmente irá mudar em agosto, quando a suma de letras lançar a mais nova versão com nova tradução 1100 páginas e uma capa extremamente foda.

 Mas não julguemos o livro pela capa. Mas no caso a história em si é tão boa quanto à capa, e vou explicar os detalhes da história nos mínimos detalhes tentando não comprometer com Spoiler. Apesar disso há aviso, quem não quiser saber da história antes de ler não leia esse artigo que vai ser o mais longo que já escrevi em toda história desse blog. Um artigo com mais de 10 páginas, não se terão paciência de ler tudo, mas os que gostam de ler e curiosos como eu vão saber de muitas coisas sobre a obra, se ainda não conhecerem e estiverem afim de conhecer. A Coisa na verdade foi uma tradução meio equivocada, “IT” se for traduzido fica “Aquilo” não “A Coisa” mas acaba se saindo bem para o proposito da tradução.
A história do livro é alternada entre passado e presente... O Presente do livro se passa em 1985, o passado em 1957-58. Logo no primeiro capitulo do livro em 57, nos é narrado quando George menino de 6 anos, brincava com seu barquinho numa correnteza de chuva ao lado lateral da rua, quando este barco cai dentro do esgoto, e assim pela primeira vez nos é mostrada uma figura descrita como um palhaço. A Criatura apresenta-se ao menino como Parcimonioso (Pennywise, muita gente não gosta dessa tradução e isso vai ser eliminado da nova versão traduzida do livro) Sr.Bob Gray, e logo após confundir o garoto com promessas de balões e doces, o mata de maneira horrenda arrancando fora seu braço.
Voltando para o presente, temos uma gangue de homofobicos que enfrenta sérios problemas quando são acusados pelo o assassinato de um homossexual. O Líder do grupo que tem o apelido de teia de aranha, entre diversas pessoas entre a cena do crime alegam terem visto um palhaço com uma série de balões. Obviamente, a versão não recebe crédito (Os policiais até sabem que pode ser verdade, mas apesar de saber que o Teia de aranha não era culpado pelo assassinato, só não o fez porque alguém o fez primeiro, e se culpasse uma entidade imaginaria tiraria o dele da reta) então a versão dos tais fora descartada e Teia de Aranha junto com seus capangas são condenados a mais de 20 anos de prisão.
Depois dessas narrativas somos apresentados a Mike, que logo através de seus pensamentos somos informados que ele talvez saiba o que está acontecendo, e sabe muito bem pois já lidou com isso antes. Fala de uma promessa que fez com os amigos enquanto ainda era criança, e começa a realizar 6 telefonemas para informar o que está acontecendo.
Não somos informados logo de cara o que ele diz para cada um deles no telefonema mas sabemos que é a mesma coisa, e o primeiro a receber a ligação é Stan, um Judeu que vive uma vida modesta com sua esposa, e de todos é o mais alterado ao receber a ligação.
-Tem certeza? Pergunta ele. E Mike diz que sim. Ele logo fala: Não garanto que vou, mas vou pensar a respeito. Logo em seguida em um banho ele comete suicídio cortando seus pulsos para desespero de sua esposa, o mais assustador é que está escrito IT na parede com o sangue do morto.
Richard recebe o telefonema e somos apresentados a ele como uma pessoa que ganha à vida fazendo apresentações na televisão, ele telefona para seu agente dizendo que não irá comparecer a entrevista, que precisava viajar, o agente reluta dizendo que não poderia sair assim e fugir do trabalho, mas Richard diz que se trata de um assunto urgente e que precisava viajar pois havia feito uma promessa. Richard se demonstra muito mexido com a ligação mas ao contrario de Stan, está disposto a comparecer no local.
Ben assim que recebe o telefonema vai ao bar beber todas, logo sabemos através da maneira que ele conversa com o garçom, que ele é um bem sucedido engenheiro, que tinha sido bem gordo quando criança e que estava prestes a viajar devido a uma promessa, que tinha recebido um telefonema de um velho amigo, e que iria sim comparecer ao local. Mesmo não estando em condições Ben pega o avião em direção à cidade onde tudo que eles enfrentaram aconteceu. Derry.
Eddie, somos apresentados a ele saindo de casa pronto para viajar para Derry, e logo sabemos que ele além de ter asma usando constantemente uma bombinha, sua falecida mãe apresentava um sinal claro de hipocondria , uma preocupação exagerada quanto a sua saúde, tal fobia que com certeza passou para ele. Sabemos que ele é motorista de celebridades, e que está disposto a ir para Derry, quer sua esposa (Que lembra bastante sua mãe) queira ou não. Logo ele a tranquiliza dizendo para não se preocupar.
Beverly é a penúltima a receber a ligação, sabemos que ela vive com um homem bem violento que a espanca. Sabemos também que ela é de excelente beleza ruiva. Ao dizer ao seu marido de convivência que vai viajar inicialmente ele tenta espanca-la mas ela reage o ameaçando de morte se encostar nela novamente.
O ultimo a receber a ligação é Billy, que já somos apresentados desde o inicio do capitulo, pois ele é o irmão de George, sabemos que ele ganha a vida como escritor de livros de horror, que ele fora um gago, e as vezes ainda gaguejava, e depois de uma longa conversa com a esposa, viaja.
Logo após de ler esses capítulos a gente entende o porque do livro ser tão grande. Logo após somos narrados as memórias de cada um dos sete, incluindo Mike. Assim começamos a ver as lembranças de cada um e começamos a entender o que Mike disse aos seis pelo telefone: “A Coisa voltou”. Também acabamos descobrindo de maneira bem vaga, que o tal palhaço com poderes infernais que vêm atacando, já tinha sido enfrentado por esse grupo e eles obtiveram sucesso em derrota-lo, e logo após fizeram um pacto de sangue que mesmo que viessem a se separar no futuro e deixar a cidade, retornariam para combate-lo caso ele retornasse.
A Partir da página 100 (versão Objetiva com letras bem pequenas, o que quer dizer que é provavelmente mais) começa o primeiro interlúdio onde cada um dos sete (Seis, já que um já empacotou) começam a lembrar muito vagamente do que aconteceu quando eram crianças, Mike não corre o risco de perder as memórias já que todos os acontecimentos de sua vida ele escreve numa espécie de diário de relatos, onde nesse diário está repleto de informação, e supostos aparecimentos do IT (A Coisa) em ciclos de dois anos exatamente a cada 27 anos. Por exemplo, 1985/1956-57/1930/31/1900/ começando em meados de 1700. O que acabamos descobrindo que essa entidade vem incomodando há muito tempo. No filme isso é vagamente explicado numa conversa de Mike com o grupo, no livro temos informações muito fortes sobre isso.
Ben, é um dos primeiros a revelar suas memórias, e sabemos certamente que os flashbacks de todos os setes tem relação entre si já que todos esses sete conviveram quando eram crianças, Been se saia bem na escola, gostava bastante de ler, mas tinha um certo problema com um valentão bem violento da escola: Henry Bowers, um moleque com distúrbios mentais (Beira ao nazismo, já que ele por influencia do pai odeia, judeus negros e afins) mais velho que os demais, estando na mesma turma por ser um repetente bem frequente, que promete fazer a vida dos sete integrantes do grupo de perdedores um inferno, junto com sua gangue, composta por Victor, Arroto e mais alguns vândalos. Ben até hoje guarda a marca do “H” que fora feito com um canivete em sua barriga, quando foi atacado na saída por Henry, após se recusar a passar uma cola na prova. Em sua tentativa de fugir acaba conhecendo Eddie, e Bill Gaguinho e é nessa hora que o grupo começa a se formar. Temos informações também que eles brincam muito perto das redes de esgoto, e pretendem de brincadeira construir uma represa, e devido aos talentos de futuro engenheiro do pequeno Been (Nem ele mesmo sabia de tamanho) tudo se saí bem.
Uma coisa bastante interessante é que todas as aparições da Coisa para as crianças é de uma maneira completamente diferente das do filme. O Filme obviamente resumiu muita coisa, conservou alguns diálogos, mas tudo de uma maneira bem estilizada. No livro as aparições são nuas e cruas. E se fossem mostradas no filme ele teria censura de 18 anos.
A aparição de Bob Gray para Ben, é no formato de uma múmia, (Um palhaço múmia) com balões de ar, que não estouram nem mesmo no extremo frio de neve que estava fazendo no dia. O que leva o garoto gordinho ao extremo da preocupação.
Bill gaguinho, também nos apresenta lembranças que são de conexão com as anteriores, lá RIchie já fazia parte do grupo e sempre fazendo piadas e falando demais até em situações mais constrangedoras fizeram o grupo adotar um sistema brincalhão de fazer ele calar a boca: Beep Beep Ritchie, (Essa frase é até falada no filme varias vezes mas não sabemos o porque), Bill é um dos únicos personagens do filme que seu encontro com Pennywise é quase exatamente como retratado no livro. Em um dia que olhava as fotos de seu irmãozinho Georgie que morreu de forma horrível como dito no começo, toma um horrível susto ao ver a foto piscar para ele. Ele joga o álbum no chão pelo susto, e as paginas começam a correr sozinhas. Como se a situação não pudesse piorar, começa a escorrer sangue por baixo da foto. A única diferença, é que no filme é apresentado isso logo no começo no livro demora bem mais, já que as cenas não ocorrem da mesma ordem que ocorre no filme. Bill leva Richie em casa para ver a foto, logo percebem que ela não está mais lá. Uma das fotos ganha vida, O palhaço aparece, Bill tenta colocar a mão na foto, mas sua mão é cortada como se ele tivesse colocado num ventilador, por muito pouco ele não tem o dedo decepado. O medo continua.
Eddie, percebemos logo de cara que é hipocondríaco (Devido a influencia da mãe, que manda cartas para seu professor de educação física dizendo que o filho é muito frágil para praticar, e acha que qualquer coisa que o menino fizer pode adoece-lo), vive tomando bombinha de asma, e se adapta bem com o grupo de perdedores. A aparição de Parcimonioso (Pennywise) é mais chocante em relação aos outros, (obviamente que no filme não é assim) para Eddie, ele aparece como um leproso se oferecendo para chupar seu pau por 15 centavos! (Pedofilia) Então a partir dessa ideia logo percebemos os poderes de Pennywise ou Sr Bob Gray se preferir. Ele assume a forma que suas vitimas mais temem, apareceu para Ben como uma múmia, pareceu para Billy como uma encarnação impressa de seu irmão, e me digam com toda sinceridade, se não existe maneira melhor de assustar uma pessoa que tem medo de pegar doença, se apresentando como um leproso?
Em uma das anotações de Mike Hanlon que são muito chatas de se ler por sinal mas vale a pena pois apresentam informações interessantes (Chatas e interessantes que contradição) nos é informado que quando criança Pennywise o atacou tomando forma de um pássaro gigante.
Bill e Ritchie são atacados por um lobisomem em plena luz do dia, (O mesmo que tinham assistido no cinema o filme se chama um lobisomem adolescente) e assim vai. O Senhor Bob Gray, tocando o terror. E ainda desconhecemos o fato de Pennywise não ter matado o grupo dos perdedores assim como fez com suas centenas de vitimas, mas sabemos que foi por ele não conseguir que o levou a sua primeira derrota.
Beverly que vive apanhando do pai, apesar dele demonstrar preocupação por ela (Eu me preocupo com você), tem sua vida normal, já ingressa no grupo de perdedores, e todos eles demonstram interesse nela, especialmente Ben que lhe enviou um poema curto sem assinar provocando duvidas nela de quem seria o real autor da declaração (Seu cabelo é fogo de inverno, brasas de janeiro, meu coração lá queima também) e também digo que o filme mostra seu encontro com Pennywise exatamente como o livro. Sangue escorre pelo ralo da pia do banheiro, ela chama o pai que nada vê. Chama seu grupo de amigos em um dia que os pais não estão estes o vêm. Exatamente quando Stan (O que se matou mais tarde) o mais cético do grupo, disse algo bem memorável quando todos os garotos já tinham compartilhado sua experiência nada agradável de ver o palhaço em diversas formas e ainda sugeriram chamar a policia: Fotos que piscam, sangue que adultos não veem, múmias com balões que não estouram no frio, leprosos, o delegado vai rir da nossa cara e depois vai nos mandar para um hospício. Stan também teve uma visão do palhaço, e foi o que mais tardou a revela-las. Eram vozes de crianças mortas assim como saíram da pia ensanguentada de Bervely, em dia que ele estava executando seu hobbie. Observar pássaros com seu livrinho sobre eles. Logo ao ficar preso em uma casa abandonada e para conter o pânico fala o nome de todos os pássaros que conhecia até a porta destrancar , Stan também teve seu encontro com a Coisa no filme igual no livro exceto de que no filme ele aparece com uma múmia.
Assim percebemos que “A Coisa” é um ser maligno que pode ler as mentes alheias e assumir formas do que as pessoas mais temem, dá para perceber isso claramente mesmo essas palavras sendo faladas apenas em certa parte da trama. A obra mais uma vez dá uma pausa, nas lembranças dos meninos do clube de perdedores e se concentra um pouco, no reencontro deles. Mike Hanlon marca um encontro com todos os seis (Até essa altura já estava sabendo do suicídio de Stan, no filme ele só ficou sabendo disso um pouco mais tarde) num restaurante de comida chinesa. E lá temos um dos pontos mais interessantes, do livro onde eles comem se divertem em momento de descontração antes de partir para o assunto sério, e revelam memórias do passado, embora logo de inicio não parecem ter utilidade para trama, serve para conhecermos mais profundamente o caráter de todos os seis, e até essa altura já conhecemos todos os personagens como se conhece um amigo. Essa ênfase o Stephen King procura deixar bem claro, pelos diálogos percebemos que nem mesmo 27 anos separados foi o suficiente para cortar aquela amizade. Claro que eles ficaram bem tristes de saber da morte de Stan, mas procuram superar isso, e Mike sugere que eles se separem e se encontrem na biblioteca. Um deles sugere que isso não é parece uma boa ideia mas logo se convencem que Parcimonioso prefere os atacar quando estão sozinhos e seria uma boa maneira de tentar analisar o terreno e com que estavam lidando já que as lembranças deles eram muito vagas do que tinha acontecido. Ritchie tem uma visão do palhaço que lhe faz uma série de ameaças sérias como lhe causar um tumor no cérebro ou câncer de próstata. Mike vê em um dos famosos balões de Pennywise, com uma foto sua com os olhos furados. Ben que é incomodado por Parcimoniso quando vai a biblioteca (O interessante que a cena é quase da mesmo jeito no filme com exceção de que a vitima é Ritchie não Ben, alias nesse dia ele fica sabendo que sua bibliotecária que ele sempre emprestava livros quando criança havia morrido. E logo vê uma mensagem escrita no balão: “fui eu quem matei ela. Assinado seu amigo Parcimonioso”
Alias: essas mensagens são os pontos mais interessantes do livro, elas aparecem escritas com uma fonte diferente das letras usadas em toda a história do mesmo modo como a fonte difere do passado e do presente, isso ajuda bastante o leitor não se perder da obra, quase como se estivesse lendo uma obra em história em quadrinhos, onde há balões de pensamento e expressões. Quanto às mensagens a primeira começa no suicídio de Stan que a palavra que ele escreveu com seu próprio sangue na parede, estava mais ou menos assim: it
Exatamente, como direito a fonte em preto, e essas “mensagens” aparecem momentos que menos esperamos. Nos dando um certo ar de susto, aliás ler Stephen King é quase como assistir uma novela ou um filme com atores bons. Você sabe que é tudo ficção que é tudo uma mentira, mas mesmo assim sua mente esquece disso enquanto você lê. E Pennywise não desiste da ideia de tentar desestabilizar mentalmente o grupo que o derrotou no passado. Bervely que quando vai a sua antiga residência que agora resida uma senhora, é convidada para tomar chá, mas percebe que o chá parecia conter fezes ao invés de chá, a senhora fica com os dentes pretos e logo se transforma numa versão cadavérica de seu temido pai. Ela tenta fugir e ele vai atrás, lhe dizendo uma série de obscenidades como se fosse seu pai (Eu me preocupo com você, porque queria chupar seu grelo) o filme em relação a essa aparição é bastante fiel contudo foi muito mais contida do que o livro retirando as obscenidades que ele fala e substituindo as fezes por sangue no chá. Realmente A Coisa é um livro muito forte mesmo, e olha que eu já li muitos livros fortes, quem está falando com vocês é o mesmo Francesco que escreveu o artigo sobre os 120 dias de Sodoma, e sinceramente falando, esse livro tem alguns fatos que eu poderia comparar, que é a certa forma escatológica sem medo nas escritas, e a sexualidade num contexto infantil, claro que muitas pessoas podem achar isso muito chocante, claro que 120 dias de soma é MUITO mais forte, ou seja quem está acostumado a ler ou assistir coisas controversas irá ler de boa, mas um leitor desatento a esse assunto pode ser pego de surpresa muito facilmente. Alias até mesmo eu, fui pego de surpresa. Nunca tinha lido nada do Stephen King tão forte assim, e vi em diversos sites e blogs comentários de gente dizendo que há certos trechos do livro que precisaram ler duas vezes pensando estarem lendo errado. Logo vou chegar nesta parte.
Logo vemos um fator, que mesmo sabendo o final da história do grupo de perderes quando crianças, ainda sentimos curiosidade de saber, principalmente certos fatores. O que aconteceu com Henry Bowers? O garoto valentão com fortes tendências a psicose, que tanto incomodou não apenas os destemidos garotos que derrotaram A Coisa há 27 anos atrás, quanto diversos outros. Logo sabemos disso, Henry está num hospício e parece estar lá há muito tempo, lá escuta certas vozes cada uma delas do grupo de perdedores, o humilhando por exemplo do Bill dizendo que mesmo sendo um gago conseguiu sucesso e não estava apodrecendo num hospício, Ben dizendo que ele não conseguiu derrotar nem um gordo, mas o mais chocante foi Bervely:”Eu deixei todos eles treparam, eu era mesmo uma putinha” E quanto você, mesmo que eu deixasse seu pau não iria subir mesmo” Mesmo se tratando de uma paranoia na mente de Bowers todos falavam uma verdade então sabemos que Bervely aparentemente deve ter tido relações com TODOS os seis e Henry sabia. Mas como foi isso? King nos tortura por umas 200 páginas sem nos contar, Henry tem uma visão de Parcimonioso na lua tentando persuadi-lo a fugir do hospício e dar o troco no grupo. Logo depois um de seus colegas de gangue (Morto) aparece para ele, dizendo para ele ir, Henry diz que não pode, que está preso e o guarda do hospício que mais o tratava mal estava na porta. O Cadáver garante que isso não será problema e leva Henry pela mão para ir embora dali, o guarda tenta impedir mas é atacado pela Coisa em forma de um cachorro Rotweiller, (No filme esse lance do hospício é quase idêntica tirando o fato das vozes dos perdedores na mente de Henry) e claro o filme não explica o porquê do cachorro atacar o guarda, embora a essa altura já sabermos sem precisar o livro ter explicado, que A coisa assume formas que aterrorizam o sujeito, e o guarda tinha medo de cães.
Vocês viram a razão do livro ser tão grande? Eu estou fazendo um resumo sem tentar expor muito Spoilers e já está dando seis páginas.
Bowers fala também de uma coisa estranha, ele sente um ressentimento terrível por algo que narra como uma batalha a pedradas. E finalmente somos narrados a ela mais ou menos a partir da página 400. Mesmo antes de assistir o filme, pois eu li as curiosidades antes de assistir, eu já sabia que no livro a batalha a pedradas que é um dos pontos mais altos da trama, era muito mais intensa e violenta no livro do que no filme, e claro o tal deixa isso muito transparente. Numa fuga de Mike (que até ainda não era integrante do grupo dos perdedores) do grupo de Bowers, ele acha o grupo na floresta (Que estavam discutindo teorias sobre as formas e poderes do Parcimonioso) e pede socorro. Nisso o grupo junta pedras e começam a atirar contra Bowers e o grupo, arrancando sangue deles quebrando ossos e etc, bombinhas perigosas são atiradas, resumindo é algo bem nu e cru. No filme a cena é mais parecida como aquelas do menino maluquinho, apesar de não ser uma cena violenta até que chega a ser convincente. Após fugir com o grupo (Não antes de jurar se vingar) Bowers desaparece e o negro Mike finalmente se junta à liga dos perdedores que antes era um sexteto. O grupo um dia na floresta folheia um álbum de recortes de Mike que dizia que havia fotos de eventos ocorridos há muitos anos atrás onde o palhaço poderia estar envolvido, nisso a foto se mexe o palhaço aparece (Dentro da foto, como naqueles jornais encantados de Harry Potter) quase sai da foto e faz uma série de ameaças as crianças dizendo que sem não desistissem daquela ideia de tentar enfrentá-lo, ele os mataria um por um não antes de enlouquece-los! O Filme é bem fiel em relação a essa cena apesar de tentar resumir um pouco.
Quando os seis se encontram na biblioteca de Mike para tentar discutir um jeito de derrotar A coisa, e lembrarem de mais coisas de quando eram crianças voltam-se as memórias e finalmente King continua a narrar os episódios do grupo dos perdedores que é de longe uma das coisas mais interessantes num livro que aborda tantos temas.
Neles é narrado o dia em que Eddie tem uma conversa com o farmacêutico, (Isso é colado de uma forma meio discreta no filme) que o diz que sua asma é psicológica, que o remédio que tomava era uma mistura que dava gosto de remédio mas que nada surtia efeito, mas o fato dele acreditar nisso o fazia sentir o alivio. No começo Eddie relutou mas viu que fazia sentido, pois ele aspirava toda hora aquela bombinha, se realmente fosse um remédio isso poderia afetá-lo por excesso de dosagem, outras palavras que entraram na mente dele é que ele só era doente porque sua mãe queria que ele fosse. Eddie começa a ficar mais destemido e chega a ponto de enfrentar a mãe que tenta separa-lo dos perdedores, ela logo é vencida e permite que ele continue andando como o grupo, isso aconteceu logo após ele ter o braço quebrado por Henry Bowers como forma de vingança pelo episódio das pedras. Eddie cometeu o erro de andar sozinho depois do ocorrido. Apesar do grupo de perdedores ser composto por crianças certinhas, Bervely fumava, tanto quanto alguns deles. Ou seja eles tinham uma maneira de escapar do codinome de certinhos no momento em que estavam juntos. Logo somos apresentados mais detalhadamente a um personagem chamado Patrick, um garoto que anda com Henry Bowers e que é descrito como sendo mais louco que o tal. Isso não era um bom sinal, em um dia que Bervely testemunha por acidente o grupo de Henry, peidando contra um isqueiro (exato vocês não estão lendo errado) em um ferro velho abandonado, ela vê algo que sabe que se Henry descobrisse que ela viu com certeza a mataria. Assim que o restante do grupo precisa ir embora, os únicos que continuam fazendo a brincadeira do isqueiro são Henry e Patrick, nisso o tal faz algo inacreditável (Embora brincar com calças abaixadas em si já fosse gay) mas me refiro que você jamais esperaria isso quando começou a ler o livro, Patrick literalmente “punheta” Henry, e chega a ponto de lhe oferecer sexo oral, depois de se tocar Henry afasta Patrick, dizendo que não era gay, o tal diz que era sim porque ele gostou da caricia, senão não terão ficado duro. Henry no entanto fala que se ele contar para alguém esse episódio deplorável, ele iria contar a todos da geladeira de Patrick. O livro não nos informa de inicio o que é isso, mas não tarda a informar. Primeiro King nos conta sobre Patrick, e realmente ele era um cara bem doente, antes do episódio do isqueiro os perdedores já comentavam sobre o tal, dizendo que ele tentava passar a mão nas meninas da escola e colecionava um estojo de insetos, mas King nos conta que ele é o verdadeiro culpado pela morte do irmão bebê, que os pais julgavam ser uma fatalidade, e que ele usava um refrigador perto de um depósito de lixo para colocar animais indefesos dentro e só retirar no outro dia. Patrick ao ir se morbidamente se divertir em sua geladeira, (ou melhor remover o cadáver de um pombo que esqueceu lá) assim que abriu a porta da geladeira, sanguessugas o atacaram fazendo-o ser protagonista vitima de uma das mortes mais horríveis do livro. Depois de lermos sobre a personalidade dele não nos sentimos nem um pouco mal pela sua morte, mas as Bervely testemunhou tudo e até foi atacada pelos bichos, ao escapar e reunir o grupo por curiosidade e cuidado abrem a porta de geladeira, à essa altura o palhaço já sabia que eles tinham planos para enfrenta-lo e deixa uma mensagem escrita com sangue no interior da geladeira escrita exatamente assim: Parem agora mesmo, antes que eu mate vocês todos. É o que aconselha seu amigo Parcimonioso.
E sempre essas frases soam em um contexto totalmente inesperado. Entre outras cenas do livro como a cabeça decapitada de Stan aparecer dentro da geladeira da biblioteca de Mike (Cena mostrada de maneira suave no filme)e na maneira como Henry Bowers sai do hospício para ir matar o grupo que o derrotou no passado. King descreve aos poucos a maneira como a mente de Henry vai ficando fraca,(principalmente depois do incidente com o Patrick) até o dia em que a voz de Parcimonioso o incentiva a matar o próprio pai. A Coisa manda um estilete perigosíssimo para Henry pelo correio, e a primeira vitima é seu próprio pai. Agora Henry e seu grupo seguem as crianças que vão para o esgoto (Eles não sabem porque mas elas sabem) e para explicar vamos voltar um pouco antes disso. As crianças vão até a casa abandonada, onde sabem que a Coisa vive por lá. Lá são atacados por ela em formato de lobisomem, nesse dia A Coisa é derrotada pela primeira vez e foge pelos canos, em formato desconhecido. Após passarem semanas pesquisando um tal de Ritual Chud (Extremamente complexo de se explicar, leiam o livro) os perdedores o realizam, e sabem que a Coisa se esconde no esgoto. E lá eles vão atrás dele para acabar com seu terror de uma vez por todas.


Voltando ao presente, Mike Hanlon é atacado na biblioteca por Henry Bowers, (No filme todos foram atacados na mesma hora praticamente) e apesar de ferir o ex inimigo, Mike fica a beira da morte, ao tentar ligar pro pronto socorro quem atende é Pennywise zombando dele. Ignorando a voz, ele fala que se tiver alguém real na linha para ir urgente ajuda-lo. Henry é guiado por um motorista particular, o próprio arroto (morto-vivo) que o leva de carro até o hotel onde o grupo de Perdedores está hospedado. Lá ele recorda do dia em que todos os membros de sua gangue exceto ele foram mortos pela Coisa em formato de FrankStein. Pede desculpas ao amigo por tê-lo abandonado, que nada responde. (Até porque era A Coisa disfarçada). Apenas diz para ele fazer o trabalho. E lhe dá um papel com o quarto de cada um escrito nele. Isso já pouparia um trabalho. Ele consegue passar pelo saguão, e o primeiro que decide atacar é Eddie. Apesar das dificuldades Eddie consegue mata-lo usando um caco de vidro. Após isso sabem que A Coisa está cada vez mais perigosa, e estava usando o mesmo método de antes. Já que não tinha forças para tocar os meninos (agora homens) ela usaria alguém que os odiasse, e fez isso com Henry. Então o grupo após saber do internamento de Mike, vão novamente aos esgotos onde derrotaram A coisa uma vez. Ou seja a derrota da coisa nas páginas finais do livro são mostradas nas duas épocas, passado e presente. Nessa páginas somos mostrados o fato de A Coisa sentir mesmo medo daquele grupo, até chegando a desconfiar que eles poderiam ser a outra “Coisa”, pois ninguém nunca tinha subjugado ele daquela forma. Crianças, eles foram até o esgoto e Billy entrou na mente da forma mais próxima do original da Coisa. (Uma aranha enorme), lá vamos para outra dimensão, Billy é aconselhado por uma tartaruga milenar (sim essa parte é bem chapada mesmo) e nessa ocasião que não vou explicar como, eles conseguem derrotar A Coisa. (Antes disso, voltando ao presente Bervely faz amor Billy, e logo se recorda de algo no esgoto) –Eu fiz amor com todos vocês? Recorda ela. Billy responde que lembra, apesar de não lembrar dos detalhes. Aí está a segunda parte chocante desse livro. Ao ler isso você fala. Que porra é essa? Nas páginas finais do livro explica isso, a história demora tanto para chegar nessa hora que você quase pensa que não existe essa parte. Mas existe, quando crianças Bervely ao ficar perdida no esgoto com os amigos cria um laço eterno com eles, se relacionando sexualmente com TODOS. EU DISSE TOOODOS! Isso é muito tenso, vamos tentar superar isso. Ahaha. Ao saírem do esgoto Stan (justo o que morreu) faz todos fazerem um pacto de sangue que se a Coisa retornar um dia eles voltaram de onde quer que estejam para combate-la. Voltando ao presente, não vou contar a batalha final contra A Coisa, mas digo que apesar do clímax ser ótimo, o fim do livro infelizmente não é digno de todo clímax do livro. Alguns personagens não tiveram finais definidos, e você fica sem saber o que aconteceu com eles. A desculpa final para uma vitória é bem fútil, mas apesar disso o livro é excelente, um dos melhores do Stephen King. O Nostalgia Critic, fez duras criticas ao filme sem nunca ter lido sequer o livro, mesmo assim continuo sendo fã dele. Leiam esse livro, ele nos ensina o forte fator da força da união, e mesmo sendo um livro enorme, acaba prendendo tanto que você lerá de 50 a 100 páginas sem nem perceber. (Ao menos comigo foi assim) aproveitem que A Suma vai relançar o livro e desfrutem dessa maravilhosa leitura. 
Minha versão do livro. Comprei a nova na pré venda só estou aguardando a data de receber. 
"Algo que passou quase que despercebido, no livro é que Dick Halloran é citado. O Cozinheiro do hotel overlook".




Soundtrack do Filme IT.

aqui está meu novo livro do It...
Finalmente chegou


 E Meu IT Em Inglês
 

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